Mudança no mundo Dior!

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12 julho, 2016

Pela primeira vez da história da marca Dior teremos uma estilista mulher. Maria Grazia Chiuri, trabalhou no Valentino por 25 anos, e agora é a nova aposta da grife. A Dior já teve seis estilistas: Raf Simons, John Galliano, Yves Saint Laurent, Marc Bohan e Gianfranco Ferré. Os trabalhos não param pela Maison, em setembro, Maria apresentará seu primeiro desfile ready-to-wear. Mo ano seguinte, em janeiro, será o seu primeir desfile de alta costura, comemorando 70 anos da casa.

Estou ansiosa para ver o resultado!

Entenda o que é a semana de Alta Costura ( e a diferença com as semanas de moda)

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7 julho, 2016

Acabou de terminar mais uma semana de alta costura em Paris. Marcas selecionadas pela câmara sindical da Alta Costura em Paris mostram suas coleções para pouquíssimos clientes. E são peças feitas a mão e muito caras. Tá, mas o que isso influencia a moda? E o que é essa tal de alta costura? Conversei com a minha amiga (que também apresenta o Hit and Hate) Camila Toledo, @camifashiontips, para explicar para gente 🙂

Vamos lá?

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  • O que é Alta Costura?

Alta Costura é uma coleção completamente a parte pois está relacionada mais a técnica da construção de cada peça do que com tendência. O termo Alta Costura só é dado para a peça construída toda artesanalmente, à mão, do começo ao fim. Até o tecido pode ser construído artesanalmente em uma roupa de alta costura. São peças únicas e exclusivas, não podendo existir mais de uma peça igual. E o termo “alta costura” mesmo só é dado ano a ano por uma comissão parisiense que elege as marcas aptas a construir peças com essas características técnicas, de alta qualidade e precisão. Muitas marcas usam o termo de forma leviana e sem a certificação da comissão francesa.

Exitem tendências?

Por isso a HC  não é tão ligada a “modinhas” pois é uma roupa que custa uma fortuna e, se existe 50 clientes de HC no mundo hoje, é muito. De qualquer forma, as marcas fazem essa coleção mais como imagem de marketing para mostrar que são capazes de ter e criar algo perfeito e exclusivo.
De vez enquando, um desfile de HC chama a nossa atenção, como a vez que Raf Simons para Dior e Karl para Chanel colocaram tênis na Alta Costura pela primeira vez na história da moda no desfile de Spring 2014. Pronto, o tênis virou o boom da moda no momento com vestidos e saias. Mas não é sempre que isso acontece.

  • Quais as diferenças entre alta Costura X Resort x Pré Fall x Semanas de moda

O Resort e o Pre-Fall são coleções de transição de estação antes das semanas de moda. São menos looks e menos tendência nova, puxando as silhuetas mais da estação passada do que construindo algo realmente novo
E, por fim, a temporada mesmo de Spring/Summer e Fall/Winter são as grandes semanas de moda mais importantes para o mercado porque elas trazem grandes e novas inspirações que mudam nossa maneira de se vestir a cada estação, trazendo desejos de moda. Essas sim são as semanas responsáveis pelas grandes e novas tendências. A alta costura é uma semana para ser analisada a parte, pois já tem um público e uma coleção para poucos clientes. Ela funicona como uma aval de qualidade como grandes maisons, é mais uma semana de marketing do que de tendências. A HT (haute Couture – alta costura) influencia muito pouco a moda do dia a dia. O que gera novas tendências são as quatro semanas de moda (NY, Londres, Paris e Milão).

  • Por que os desfiles são tão extravagantes?

Os desfiles são extravagantes, e devem ser, para criar sonhos e desejos, para nos inspirar novas formas de se vestir e de combinar peças. Uma coisa é o styling de um desfile e outra são as peças separadas em si. O desfile tem que vender sonho e não ‘roupa’. Um dos grandes erros de algumas marcas é apenas desfilar ‘roupa’, montar um look sem graça, sem nenhum truque novo de styling ou proporção. Quando for assim, melhor nem desfilar nas semanas de moda, faz, então, um desfile dentro da loja para as consumidoras finais e pronto. Nos poupe dessa tragédia.

Um desfile deve contar uma história e é através dessas histórias que nós, pesquisadores de tendência, analisamos e conseguimos enxergar o que vai ser usado nas próximas estações
A Prada é uma marca que está sempre se reinventando e cada estação nos conta uma história super nova e nos questiona, nos faz pensar e nos tira do lugar comum. Um estilista deve questionar sempre uma sociedade, uma vestimenta e estar atento ao que acontece no mundo, com as pessoas. Quem consegue fazer isso, quem consegue fazer a audiência especializada se comover, é o que melhor desfilou, ou seja, melhor contou sua história naquela temporada.

  • Como analisar um desfile?

Explicar isso é muito complexo, você tem que ter um background cultural e história da moda muito grande para conseguir analisar direito. Você analisa técnicamente e não simplesmente por gosto pessoal, se gosta ou não. Quando tem um crítico de moda, ele tem que conhecer toda a histórico da marca, quem é o novo estilista (por onde ele passou), suas refêrencias, o que ele está adicionando de novo (sem perder DNA da marca), tem ue entender o que está acontecendo no mundo e história de arte e moda. Enfim, tem que ter um conhecimento muito amplo para analisar um desfile. Não é uma tarefa para se aprender em poucas horas.

O que os desfiles querem dizer…

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5 julho, 2016

Em plena semana de alta costura, comecei a pensar sobre a comunicação dos desfiles. Como exemplo, acho que ninguém melhor que Karl Laggerfeld que realmente faz esse trabalho da moda e reflexão. Já é sabido que o Kraiser sempre faz com que o seus convidados entrem em um novo mundo, bem dentro da sua imaginação a cada desfile.

Um dos mais icônicos foi o do tema Supermercado, que aconteceu no desfile de 2014. Além de mostrar suas inspirações nas roupas, Karl nos faz pensar na atualidade. Essa onda do supermercado, que podemos comprar tudo, que tudo é descartável, é exatamente isso.

Sem contar, que depois do desfiles, as convidadas resolveram ‘roubar’ os itens, e tentando levá-los para casa. A briga ficou engraçada, gente da moda implorando para levar as coisas para casa.

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Mais tarde, no desfile da primavera verão 2015, a marca inovou denovo e resolveu questionar e protestar. Entre os protestos tinha o ‘Make fashion, not War’. Se pensarmos um pouco mais fundo, era uma libertação, das regras impostas, um momento de questionar.

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E tudo influencia o mundo da moda. Até a nova era da relação entre Cuba e Estados Unidos. Karl não perdeu a chance e escolheu a ilha para mostrar sua coleção Resort. Tudo influencia a moda, desde a economia, acontecimentos do mundo (guerras, discussões), comportamento, celebridades (caso de Amy Winehouse ou Kate Moss), etc.

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E vendo o desfile de hoje, 5 de julho, da Chanel pude ver mais uma vez uma questão de reflexão. Karl Laggerfel nos trouxe para o seu atêlie. Foi uma homenagem aos artesãos, que continuaram trabalhando, mesmo com o desfile acontecendo. Que homenagem seria essa? Na época que queremos tudo para ontem, que o calendário da moda está mudando ( não terá mais a diferença entre Verão e Inverno, e a parte mais bombástica, muitas marcas querem disponibilizar as peças desfiladas em suas lojas na semana seguinte). Karl não é a nem um pouco a favor da mudança.  Dessa forma, ele faz as pessoas questionarem essa mudança.

Gosto muito dos desfiles de Karl por esse fato: ele é um gênio. Afinal, esse é o papel da moda, dos desfiles, fazer com que as pessoas reflitam, busquem novos ares, novas inspirações.

Espaço Laser: o branding feito de uma forma errada

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28 junho, 2016

Aconteceu hoje um caso, que me deu muita vontade de contar aqui. Na verdade, nestes últimos dias, tenho lido e pensado muito sobre o tal branding. O que é isso? É uma espécie de marketing pessoal, mesmo pensado em empresas. Por exemplo; por que a bolsa Chanel é tão requisitada? A marca sempre planejou e entendeu como seria o seu branding: o púlbico, as metas, os objetivos, etc. Vamos falar mais fácil? É ser lembrado por coisas boas, boas experiências. 

Até aí tudo certo, né? Semana passada estava tentando marcar depilação a Laser e faço na Espaço Laser. Eu conheci a empresa em 2010/11 logo naquele boom de promoções (peixe urbano, etc). Foi aí que decidi fazer o teste e gostei muito do resultado. Desde então virei cliente, pagando cada centavo.

Mas certa vez, me pregaram uma ‘peça’: anotaram um horário errado (na unidade do Higienópolis) e me fizeram esperar e depois avisaram que não iriam conseguir me atender. Fiquei bem chateada, mas depois deram um jeito. Resolvi mudar de unidade e ir para alguma menos enrolada.

E olha que absurdo, faz quatro dias que tento falar com a empresa e NADA. Explico: quando liguei, consegui falar e marquei para segunda-feira (seria dali uma semana). Só que tive algumas mudanças e queria mudar e reagendar. Não consegui falar na CENTRAL! Não tinha o telefone da unidade que iria fazer (Eldorado), então não consegui falar.

No domingo à noite, recebi a mensagem para a confirmação: e avisei que não iria comparecer, mas gostaria de reagendar. Fui ignorada. Liguei na segunda-feira uma quatro vezes, para tentar reagendar. Não me atenderam, fiquei quase 8 minutos esperando na linha e nada. Entendam: eu, como consumidora, só queria agendar um HORARIO!

Na terça-feira foi igual, tentei, tentei e nada. Fiquei quase 10 minutos na espera, escutei a mesma música 100 vezes e nada (Espere que você será atendido, dizia a voz do outro lado. Hum, sei!). Foi aí que escrevi um desabafo no instagram: gente, eu só queria marcar um horário, só isso! E recebi um monte de comentário de pessoas que estavam sofrendo a mesma coisa com a mesma empresa. E olha que tentei por todos os lados, até mandei no whatsapp da unidade que tentou me confirmar. Acreditam que fui ignorada? Depois de algumas tentativas, minha única resposta: ligue para o telefone xxxxx. Disse: já tentei e não consigo falar. Seria muito difícil pegar a agenda para ver um horário? Enfim.. depois de ser mais uma vez ignorada, eles apareceram (devem ter visto meu post) com as sugestões de horários. Estou a quatro dias tentando falar lá e olha o problema e stress que tive.

Não dá para entender a estrutura de uma empresa ficar tão ultrapassada que não tem mais ninguém para atender o telefone. E o que o branding tem a ver com isso? O boca a boca, as divulgações, tudo, ajuda uma empresa a crescer ou a cair. A ideia e o serviço do Espaço Laser são muito bons, não posso negar. O problema é o ‘serviço final: depois que os clientes fecham os pacotes, ficam que nem idiotas tentando marcar horários. Como assim? Não dá para entender. O branding errado está aí: eu conto para uma amiga, que conta para outra. Eles vão perder clientes que estão em dúvida e talvez gostariam de conhecer a empresa.

Estou realmente chateada, e espero que eles melhorem. Pensei que será muito melhor fazer esses laser em clinícas de Dermatologia ou Estética. O atendimento ACONTECE, muito mais exclusivo e o preço muitas vezes é o mesmo.

Ainda tenho várias seções para terminar o meu pacote, mas assim que terminar, nunca mais. Já tenho problemas de mais na vida, para arranjar mais um apenas para MARCAR horário 🙁

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UPDATE: A empresa me ligou e pediu mil desculpas pelo acontecimento. Realmente tiveram um problema na central de atendimento e não conseguiram receber ligações. Disse também que jajá estará disponível o aplicativo para Iphone e Adroid #Oremos!