Talvez não tenha sido tão por engano assim…

31 julho, 2015

Era 28 de Outubro de 1949, e o mundo nem imaginava que conquistava mais uma medalha, estimada em grande valor, para o seu acervo, que mais tarde lhe renderia tantas outras, pelo menos para os patriotas americanos.

Batizada como Bruce Jenner, não! Não há problema de concordância nessa frase. Talvez o único e maior problema fosse para a Bebê Jenner saber que além do corpo que lhe foi dado por engano (ou talvez não!), seu verdadeiro nome, Caitlyn Jenner, só poderia ser adotado sessenta anos mais tarde.

Mas ainda assim, “o” Pequeno Bruce, se adequou ao meio, em uma sociedade onde o termo identidade de gênero poderia ser facilmente confundido com alguma patologia vinculada apenas aos gays, fazendo jus a ideia de seleção natural, onde só os mais fortes sobrevivem.

Bruce precisava provar desde ainda guapo, que já era um campeão. É que o rapaz nunca gostou do anonimato. Possivelmente soubesse, ainda que bem lá no fundo, que décadas mais tarde, faria parte de uma das maiores atrações já promovidas por um canal de televisão, ao lado das suas e das filhas da sua futura esposa, Kris Jenner.

Em uma das milhares de histórias que começaram a pipocar na internet nos últimos meses é fácil achar a que confirma nossa tese. Como quando Bruce se encontrou com o colega e jornalista Barry McDermott para uma partida de tênis em NYC e depois de receber e ignorar a sugestão de Barry para que usassem o seu clube privado, o Central Park foi o local escolhido para mostrar porque um ano atrás teria quebrado um recorde mundial e ganho a medalha de ouro de decatlo nos Jogos Olímpicos de Montreal de 1976.

O resultado da ousadia? Milhares de fãs e curiosos, que mais tarde fariam público, alguns até muito fiéis ao circo bem humorado e so fancy promovido pelas enteadas Kardashian. Mas sabe quando você finalmente consegue o que tanto quer e ainda sim sente uma lacuna a ser preenchida?

Talvez essa certamente fosse a sensação que se passasse dentro do já adulto, ex-medalhista famoso e agora pai de família Bruce Jenner. A lacuna tinha o mesmo sobrenome, mas atendia por Caitlyn. Lembram-se dela? Seria mais fácil acreditar que ela estava adormecida ou pelo menos dopada pelo medo ou insegurança de se mostrar. Mas sabe a máxima “por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher”, talvez nunca tenha feito tanto sentido.

E como é melhor pecar por excesso, aí vai outra. “Dai a César o que é de César”. Madeixas escandalosamente bem tratadas, debut na capa da Vanity Fair, homenagem especial no ESPYs Awards 2015 a bordo de um Versace exclusivérrimo, seguido por um discurso capaz fazer qualquer marmanjo incitador de ódio cair por terra, o respeito do clã Kardashian-Jenner , do presidente Obama e agora um programa para chamar de seu no E!… Ufa! É a coisa está mesmo “braba” para a família tradicional de plantão.

Mas sabe aquele papo de corpo que foi dado por engano lá em cima? Realmente começo a acreditar, que não tenha sido tão por engano assim.

Xo,

Marcinho

Comente no Facebook

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *