Em meio ao descartável, ainda existe amor…

22 setembro, 2016

Quando penso nos relacionamentos de hoje, sinto uma vontade de chorar. Funciona assim: ninguém tem tempo disponível (para namorar ou para procurar um date) e, se por muuuita sorte alguém encontrar, pode ser que ele esteja desinteressado ou sem vontade de se envolver. Afinal, quem nunca se apaixonou sozinho? Hahaha. Na verdade, a busca por um parceiro parece uma compra de produtos.  Podemos dizer que as pessoas estão sempre querendo algo melhor. Do tipo: se aparecer, beijos e tchau!

O começo do namoro é aquela paixão-loucura ‘maravilhosa’, do tipo: está tudo ótimo, tudo maravilhoso. Aí, nos primeiros seis meses, já começam a aparecer as diferenças e os problemas. E é aí que o amor acontece. Ele tenta entender esses problemas e até como gostar deles. Mas sabe o que acontece? A nossa geração foi educada para ter o amor conto de fadas da Disney: os dois perfeitos, sem brigas. Quando as brigas começam a acontecer, as pessoas desistem, achando que vão encontrar o tal príncipe encantado.

Duas regrinhas que são superimportantes para mim no quesito namoro (não que eu seja a guru dos relacionamentos, tá?): paciência e conquista. Abrir mão das nossas maiores certezas (afinal, estamos sempre certas, né?) pode ser descobrir que nem sempre estamos certas. Sobre a conquista, no começo é mais fácil, mas quero ver um casal com 30 anos de casados com o mesmo intusiasmo (é aí que entra a conquista).

Hoje faço sete anos e quatro meses de namoro e posso dizer que encontrei o meu próprio conto de fadas (com direito a muuuito amor e brigas, lógico). O dia a dia é cruel, sabia? Muitas vezes a falta de tempo faz a gente esquecer-se de cuidar de nós mesmas e do outro. Mas, quando os dois querem, as coisas acontecem! Hoje um simples almoço corrido no meio do trabalho pode se tornar um encontro de risadas. E um encontro a dois pode ter uma briga louca. Não tem regra. O relacionamento é vivido dia pós dia. O amor também.

Em meio de meses, eu escolhi anos. Em meio de paixões, escolhi o amor (com paixão). Em meio do descartável, escolho viver. Não, não julgo de maneira nenhuma, pois todos nós podemos ter amores repentinos. O que quero dizer é que a parte mais difícil é escolher esse caminho.

O amor existe! Eu juro que ele está aí. Sei que tudo está tão descartável, que dá até preguiça de tentar. Mas preguiça e amor são atitudes opostas. Pense nisso 🙂

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